Dia do cuidador

Mais do que haver um dia para os lembrar  é necessário que o estado e a sociedade,em geral, se lembre deles. É urgente debater o assunto e fazer com que todos nós percebamos que existe muitas realidades diferentes e complexas que vão muito para além do nosso umbigo.

Estamos a falar de cuidadores informais, aqueles que cuidam 24 sobre 24h dos seus familiares, de forma permanente.

Falamos de rostos invisíveis e sem voz. Pessoas que,apesar de viverem num país que se diz inclusivo, não têm nenhum tipo de ajuda do estado e por isso se veem entregues à sua própria sorte, cada vez mais exaustos e sem nenhuma opção a não ser cuidar até lhes faltarem todas as forças.

Cuidadores que não trabalham para poderem cuidar…

Que fazem o possível e o impossível para dar a melhor qualidade de vida aos seus, fazendo ginásticas orçamentais inimagináveis, para mais uma terapia, um novo progresso. 

 Na verdade, são lutas diárias que só com a força do amor se conseguem superar.  

Eu tenho voz! 

E, de facto, tenho muita sorte, apesar de ser dependente dos outros para quase tudo, para além de estar a construir a minha independência (a nível de desempenhar as tarefas do dia-a-dia sozinha) terei com toda a certeza capacidade para construir uma carreira e,consequentemente,ter a minha própria vida…

E quem não tiver essa capacidade? Como pode viver? Será de ar e vento?

Como pode ser cuidado sem o apoio do estado?

 Mais do que criar medidas é preciso ter sensibilidade para discutir esta questão de forma concreta e prática.

Uma grande salva de palmas a todos os cuidadores que apesar de todas as contrariedades da sua vida diária ainda têm capacidade para sorrir.

Um comentário em “Dia do cuidador

  1. Isa Responder

    A vida é um equilíbrio entre o dar e receber e quando um dos pratos dessa balança diminui, temos desequilíbrio. Em algum lugar o que dá, recebe. O universo contribui. Depois temos o tipo de bem prestado ao outro. Se é positivo a resposta vem positiva. Se é negativo se relaciona com a acção manifestada. Milagres, não há. Cuidar é um acto de amor.

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