Acabei as férias a reclamar

A minha semana de férias teria sido espetacular se não tivesse acabado com um livro de reclamação nas mãos. 

Vou para Altura há pelo menos 15 anos e nunca me tinha acontecido tal coisa.

Aproveitei que o mano mais velho e a namorada tiraram férias e lá fui eu e a minha mãe “à boleia” para aproveitar uns dias de sol.

A verdade é que em Altura é tudo tão perto e plano que dá para ir para a praia de cadeira de rodas. Vou para esta praia há muitos anos e sempre foi uma praia acessível, com uns nadadores salvadores que realmente eram dignos de vestir aquela camisola. Este ano foi muito, muito diferente.

Nos dias todos que lá estive não houve um único dia em que cada um deles não me olhasse com indiferença, fazendo de conta que não era nada com eles, mesmo vendo as dificuldades de mobilidade evidentes.

Sempre que a minha mãe me levantava da minha cadeira para ir para o areal, muitas foram as vezes em que várias pessoas se ofereceram para ajudar, vendo a minha dificuldade em caminhar na areia. 

Já depois de estar devidamente sentada numa cadeira de praia que comprei para estar mais confortável, a minha mãe voltava ao passadiço para pegar na minha cadeira a peso para a trazer para o pé de nós, isto sem que nenhum dos nadadores salvadores se mexesse da cadeira, de onde quase nunca os vi sair.

Quando resolvia que queria ir à água tinha de levar a família toda a trás e o maninho que me pegava ao colo sempre que era preciso. Isto, porque espantem-se, mesmo tendo o anfíbio à disposição para usar “não fazia parte do trabalho dos nadadores salvadores largarem as suas funções para me levarem à agua”, e além disso caso a minha família me quisesse levar à agua teríamos que usar todos viseira. 

PURA DISCRIMINAÇÃO. É que já não bastava ser considerada uma cidadã de quinta categoria que nem sequer a ajuda dos nadadores salvadores merece, quanto mais ter de usar viseira, sendo que foi a minha família que me levou à agua?

Não faz sentido, sobretudo porque as restantes famílias que vi por lá, que em nada diferem da minha, não usavam viseira porque razão tínhamos de usar nós?

E já que os nadadores salvadores não ajudaram em nada, eu tinha de me proteger de quem? Da minha família e da água do mar?

Absolutamente ridículo e caricato.

Bem sei que a nova realidade do COVID 19  trouxe mudanças, mas não podemos usar essa desculpa para tudo. Há um mês estive na Praia do Ancão e os nadadores não só me ajudaram a ir à água, como tomaram todas as precauções (colocavam máscara), sem colocarem em questão o uso de viseira da minha parte.

Isto prova que acima de qualquer coisa que possa  existir,  também há bom senso que não fica mal a ninguém, nem faz cair os predicados.

Sendo que a praia tem a certificação de praia acessível, gostava mesmo de saber de quem seria a responsabilidade caso acontecesse alguma coisa no manuseamento do anfíbio. 

É que se eles dizem que não têm formação para mexer nele, a minha família muito menos. Nem quero pensar no simples facto do anfíbio virar comigo lá, ainda por cima de viseira colocada.

No último dia de praia, em que já não tinha forças para caminhar, o meu irmão levou-me de anfíbio até à água. Fui sem viseira, não por me achar melhor do que ninguém, mas porque simplesmente dentro de água tenho equilíbrio e saí do anfíbio para dar um mergulho, sendo impossível mergulhar de viseira.

Há pessoas verdadeiramente insensíveis que sem dúvida não são dignos de ocupar o lugar onde estão. Que fique bem claro, eu respeito o papel dos nadares salvadores e acho que podem mesmo fazer a diferença, mas as pessoas que encontrei este ano na praia de Altura só atrapalham e não acrescentam nada à vida de quem infelizmente por mentalidades, egoísmos e egos destes nunca estarão em igualdade de oportunidades. 

Na verdade, estava de férias e podia não me ter preocupado com isto que já em nada mudava as minhas férias, mas não devemos ficar calados nem com medo. Se os direitos existem são para ser cumpridos e discriminação não deve ser aceite em nenhuma circunstância. Por favor não se calem. 

28 comentários em “Acabei as férias a reclamar

  1. isabel Responder

    Rita só tenho um comentário inacrediável triste lamento imenso o egoismo a falta sensibilidade para além de um dever que considero deverá fazer parte da função e um.nadador salvador numa praia que se diz com acessibilidade . grande beijinho força não deixes de escrever de denunciar os comportamentos desumanos e insencíveis de pessoas muito muito inferiores e de Mundo pequeno. beijinho

    • Rute Patrocínio Responder

      Olá Rita. A semana passada estive de férias no Algarve e fui á praia da lota. Perto da altura. Sou terapeuta ocupacional e até disse para o meu marido que dava gosto ver como aquela praia era acessível a todos. Os nadadores salvadores super prestáveis. Vi pelo menos 3 cadeiras de rodas, e todos utilizaram o anfíbio, sem viseira e os maiores ajudaram sempre, conversavam com as família. Tudo pela positiva. Fez muito bem em reclamar. É triste e discriminatório.

  2. Luís Costa Responder

    Muito bem Rita, é assim mesmo! Esses jovens insensíveis e incompetentes – e, sobretudo, as suas chefias ignorantes e mangas de alpaca – merecem ser postos na ordem. O que relatas é incompreensível. E absolutamente inadmissível. Força no protesto! Haja justiça!

  3. Fátima Ferreira Responder

    Se todos fizéssemos o mesmo e reclamassemos mais pelos nossos direitos, seria tudo bem diferente!

    • Pedro Santos Responder

      Infelizmente muitos só têm curso de nadador salvador, mas falta ainda a parte social e organizativa no curso. Fazem o curso e vão para a concessão que lhes paga melhor. Depois é só mudar bandeiras e estar sentados a apanhar sol.
      É o Portugal que temos em algumas praias.

  4. Isa Responder

    Que bom é estar de férias em Altura Algarve e usufruir da companhia de nossos familiares … O sol e o mar são os nossos grandes terapeutas !

  5. Maria Monteiro Responder

    Rita tenho uma filhota também com PC, apesar de mais pequena, já sentimos isso na pele também. Pedimos uma cadeira emprestada ao move moviment, uma cadeira pequena que foi colocada pelo movimento e pela presidente da junta desse local num concessionário, apesar de ser só para a nossa pequena . Chegamos muitos dias a não usar a mesma os nadadores salvadores, que eram os responsáveis por ter a cadeira ao pé deles quando nos viam na praia viravam a cara e faziam de conta . Algumas vezes zangados íamos perguntar pela caderia, e sem vontade nenhuma e com grande esforço iam busca-la, outras para não nos chatermos andávamos com a pequena de dez anos nessa altura ao colo . Eles olhavam e até desviavam o olhar não fossemos nos pedir a caderia e que chatice . Fiquei muito triste com a atitude já que a junta e a sua presidente fez questão de tratar de tudo com o movimento, que deixou a caderia para a nossa pequena. Entregue aos nadadores pela presidente
    e pelo movimento, junto connosco. Nesse dia cheios de sorrisos para as fotos foram donos de uma simpatia fabulosa. Há uma falta de sensibilidade muito grande infelizmente. Beijinho nosso para ti Rita

  6. Mónica Responder

    Inacreditável…É só ignorância.
    Espero que a tua reclamação tenha a melhor analise possível.

  7. M. ALEXANDRA Alegre Responder

    Não é só no Algarve. Uma praia perto da Figueira da Foz esses senhores além de não prestarem auxílio, também não ligaram nenhuma quanto ao distanciamento das pessoas. As diretrizes não são igualmente ensinadas a todos. Fiquei sinceramente chocada com o que lhe aconteceu. Força. Bjs

  8. Ana Aguiar Responder

    Durante a nossa vida vamos sempre encontrar gente incompetente e insensível . E Rita só fez aquilo q qq cidadão teria q fazer! De ti ñ era de esperar outra coisa! Lutadora sempre. Bj

  9. GR Responder

    Muito bem Rita, denunciar o que não está correcto.
    Falta de sensibilidade e profissionalismo que esses Nadadores demonstraram.
    Hoje na Baia, os Nadadores Salvadores salvaram uma senhora que teve uma paragem cardiorrespiratória, para além de terem chamado o INEM, prontamente prestaram-lhe socorro com o desfibrilhador, tendo a vitima recuperado e sendo assistida pelo o INEM e mais tarde levada para o Hospital.
    Ou seja, nem todos são iguais, a atitude desses nadadores deveria ser severamente repreendida, para que não voltassem a repetir.
    Como sempre não deixas nada por mãos alheias e o teu Protesto irá ter eco.
    Para o ano voltarás à praia de Altura, não acredito que encontres esses incompetentes.
    Mil Bjs

  10. Fatima Craveirinha Responder

    Muito bem, Rita! Temos mesmo de denunciar essas situações. Uma praia acessível não pode ser só por ter equipamentos adaptados a pessoas com mobilidade reduzida. A qualidade dos meios humanos é fundamental para que tudo corra bem. Nesse caso, os meios humanos deixam muito a desejar…Proponho que seja retirado o titulo de praia acessivel à praia de altura ou substituídos com urgência os nadadores salvadores.

  11. Glória Barros Responder

    A Rita fez muito bem em reclamar, não devemos recear o exercício dos nossos direitos. Se a praia está inserida no Programa Praia acessível, tem que proporcionar aos utilizadores as condições especiais pré-determinado. Tem que haver uma entidade que fiscaliza o cumprimento das normas.
    Às vezes parece que ao dar um passo em frente recuamos 10.
    Força Rita.

  12. JL Responder

    CUIDADO antes de tecer considerações sobre a atitude dos Nadadores Salvadores devíamos tentar saber se as funções deles englobam esse tipo de ajuda.
    Se não vamos fazer um exercício mental: o comentário aí em cima do GR fala numa senhora que foi salva pelos Nadadores Salvadores perante uma paragem respiratória. Acham que eles tinham conseguido salvar a senhora se na altura estivessem a ajudar a Rita?
    Talvez sim, talvez não, mas o mais certo é que não conseguissem e a senhora acabava por falecer.
    Acham que ainda assim os Nadadores deviam ajudar a Rita?

  13. Nuno Aveiro Responder

    Olá, Rita! Envergo a farda de nadador-salvador há sete anos e da experiência que tenho, a utilização do anfíbio por parte de pessoas portadoras de deficiência física e acompanhamento da mesma é da inteira responsabilidade do acompanhante. O NS pode ajudar, sim! Se assim o entender e se não puser em causa a vigilância do plano aquático. No entanto, é algo que não se pode exigir ao profissional. Aconselho uma leitura rápida dos direitos e deveres do nadador-salvador em diário da república, que podes encontrar aqui: https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/115726883/202007142055/73550969/diploma/indice?consolidacaoTag=Prote%C3%A7%C3%A3o+Civil+e+Socorro

    Atenta à alínea g), que fala sobre manter durante o decorrer da atividade, a vigilância contínua do meio aquático, que não te engloba só a ti quando vais à água, mas também todos os outros banhistas que lá estão.
    Quanto ao uso de viseira, acredito que sejam ordens vindas de cima e que nada têm a ver connosco, tanto que não somos agentes da autoridade. Estamos lá, mais uma vez, para assegurar durante o horário laboral a vigilância de TODO o meio aquático.

    Na eventualidade de um esclarecimento adicional sobre este assunto aconselho que entres em contacto com o instituto de socorros a naúfragos. Eles, melhor do que ninguém, saberão explicar tudo e mais alguma coisa sobre a nossa função. Terei também todo o gosto em esclarecer alguma ideia que não tenha expressado bem.

    Obrigado e boas férias!

    • David Coelho Responder

      O seu comentário revela a sensibilidade e bom senso que aos visados faleceu. Entre o profissionalismo, o dever e a sensibilidade e bom senso, qualquer profissional que tem como função a proteção da vida humana, sabe que vale mais um sorriso de cooperação e apoio, um gesto de solidariedade e a criação de empatia, do que regras e frieza de coração, fatores incompatíveis com tais funções. E, praticá-lo, sempre num misto de voluntariado e bom senso, não tem porquê, deixar em risco qualquer outro Ser Humano. Mas como em tudo na vida, há o bom e o mau, e neste último caso, só se tocam quando a fatalidade lhes é própria e não de terceiros.

  14. David Coelho Responder

    Rita, infelizmente, como em todas as profissões, há pessoas válidas, menos válidas, incompetentes ou inadequadas para as funções. Não conheço naturalmente a legislação que rege a atividade dos nadadadores-sakvadores, mas fica voto que os que representam a concessão da praia de Altura, não só revelam indiferença por quem lhes justifica o salário, como não têm a menor sensibilidade humana, como ainda improvisam ao exigirem máscaras e viseira a uns e não a outros – tal é discriminação e não discerni até agora lei ou regulamento que dê suporte a tal exigência. As histórias de “não podemos ajudar alguém com dificuldade de locomoção porque pode haver a necessidade de ajudar alguém em dificuldades na água”, são “desculpas de mau pagador” é que visam manipular terceiros dividindo opiniões. Infelizmente a imbecilidade é assintomáticw, e não se deteta numa entrevista de emprego, porque caso contrário certamente não-bíblicas teriam.

  15. Ana Paula Responder

    O ISN foi contactado na Praia e os seus responsáveis manifestaram espanto com o sucedido!
    Inclusivamente a a sugestão da reclamação no responsável pela concessão da praia.
    A praia tendo hasteada a bandeira da acessibilidade e tendo um anfíbio, tem de ter pessoas habilitadas, ao seu manuseamento.

    Ana Paula (mãe da Rita)

  16. Catarina Responder

    Um dos grandes problemas é os municípios quererem ter praias acessíveis só para ficar bem na foto, compram uns materiais, colocam umas passadeiras e sinalética… e já está … felizmente há municípios a fazer um trabalho muito digno… destaco Sesimbra que me deslumbra sempre, mas muitos outros farão um excelente trabalho. E sim Rita, é muito importante dizer quando corre mal… Obrigada pela coragem… certamente alguma coisa vai ser diferente amanhã.

  17. Tiago Responder

    Sou nadador Salvador em espinho, numa praia “acessível ” com cadeira anfíbia. Como faz parte das leis, não cabe ao nadador salvador ter como obrigação levar pessoas com mobilidade reduzido ao mar, mas faço-o por respeito às pessoas que pedem, mesmo que possa desleixar o meu trabalho principal tenho bom senso como ser humano e faço este serviço. Cabe sim aos elementos camarários que recebem os benefícios de praia acessivel contratar uma pessoa designada a esse fim. Neste caso nao acho bem menosprezar os nadadores salvadores em questão, até referenciar que os mesmos nao se levantaram das cadeiras, acho que fica mal, pois somos uma minoria muito desvalorizada.

    • Rita Autor do artigoResponder

      Olá Tiago

      Penso que o bom senso fica bem em qualquer profissão. O bom senso, sensibilidade e empatia para com os outros é uma questão que vai muito para além da lei e tenho mesmo pena que os seus colegas não tenham entendido isso. Aliás, neste mesmo texto fiz referencia a uma boa experiência que tive com Nadadores-Salvadores na Praia do Ancão.

      Não estou a desvalorizar essa tão nobre classe, estou somente a denunciar alguns elementos que não a dignificam e que por preguiça ou omissão não demostram a minima sensibilidade.

      Em todas as profissões há pessoas que vestem a camisola com o maior empenho e outras que sem dúvida estão totalmente desenquadradas.

      A minha intenção não é de todo generalizar, mas sim chamar à atenção para atitudes que no meu ponto de vista são de facto, lamentáveis.
      Com os melhores cumprimentos,
      Rita Bulhosa

  18. António Tadeu Responder

    Rita que nunca a voz te doa como diz o fado da D.Amália
    Um abraço ao Marito que conheço desde os tempos da Nascente.

  19. Margarida Cabreira Responder

    Olá Rita aqui é a Margarida (se é que te lembras de mim?) Filha da enfermeira Mónica Cabreira. Acho que isso foram umas férias muito diferentes!
    Fica a saber que foi a primeira vez que vim ao teu blog e fiquei fã. Vou ler sempre que posso
    Beijinhos

  20. Maria Responder

    Rita, o mundo é melhor porque tua exalas força e alegria e penso que ninguém fica indiferente a essa energia positiva. Obrigada por isso. Infelizmente, a nível institucional há por vezes grande contra senso, o que não ajuda em nada os profissionais que estão no terreno, são necessárias interpretações, adaptações e muita sensibilidade, o que não se verificou…Tenho a certeza que a tua atitude assertiva ajudará muitas pessoas. Não devia ser assim, infelizmente, haverá quem sofre na pele discriminação e falta de meios e não pode manifestar-se. Mas a tua partilha funciona como bola de neve e espero que aumente a atenção e o cuidado que todos merecem. Desejo-te montanhas de coisas boas para compensar isso e continua com essa força.
    Maria Ferreira

  21. Rui Responder

    Provavelmente não tinham ordens do concessionario para o fazer.
    LEGALMENTE não o podem fazer, no caso de haver um ocorrência na altura em que estao unico e exclusivamente a prestar atenção a esse banhista, vão ser julgados como criminosos, eles trabalham com vidas.
    Pergunta : porquê que os familiares nao pediram para usar a cadeira anfíbio? De certeza que não era negada autorização

  22. Jourguen Responder

    Sou Nadador-Salvador e é sim do nosso concentimento e função auxiliar ao banho com a cadeira anfíbia! Infelizmente não é todo Nadador-Salvador que se preze e ajuda os deficientes com mobiliadade reduzida. O que eu tenho a dizer é que infelizmente foi em uma praia com Nadadores salvadores preguiçosos. Quando acontecer novamente existe um número da Polícia Marítima nós editais de praia, pode ligar e reclamar o fato ocorrido.

  23. Diogo Responder

    Sinto que usas a discriminação contra ti mesma e que assumes que cada ato de outro ser humano para contigo, que não consideres agradável, se deva à tua condição mas as coisas não funcionam assim. Tanto tu como os teus familiares não comunicaram uma única vez com os nadadores salvadores. Obviamente que poderiam ter ido ao auxílio sem ser necessário pedir mas visto que outras pessoas correram ao teu auxílio e ao da tua família, pergunto me, caso eu fosse o nadador salvador, porque razão seria necessário eu intervir sendo que já estavas a ser ajudada. Tal como disseste no final, de nada alterou ou prejudicou as tuas férias a maneira como os nadadores salvadores completaram o seu serviço. Se decidiste permanecer calada na presença dos mesmos acho infantil e desnecessário este post pelas costas dos mesmos. Não considerei este post uma forma de dares a cara pelos teus valores e ideologias mas sim uma forma de te esconderes atrás de um ecrã e insultares à vontade pessoas como tu, que precisam do emprego e que podem vir a ser prejudicadas pelo que disseste. Vejo muitos comentários positivos mas por vezes também deves receber comentários repressivos e sou eu a dar tos. É preferível criticar e apontar algo que não gostas à pessoa na sua cara do que vir difama la, enquanto se encontra deitada na sua caminha atrás do computador.

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