Inicia-se uma nova etapa

Setembro 16, 2018 Rita

Desde o inicio das minhas férias do secundário e dos exames finais, eu, na verdade ainda não me consegui sentir de férias. Parece que ainda não descansei o suficiente e já está quase a começar uma nova fase.

Aliás, nestes últimos tempos têm sido só papeladas para tratar e algumas barreiras para superar.

 

Primeiro, o exame de português que foi concluído com sucesso na segunda fase e também depois a fase da candidatura à universidade.

 

Após muita reflexão só há uns dias soube verdadeiramente o rumo  que queria dar ao meu futuro.

 

É um misto de sentimentos que não se conseguem explicar e em que não se consegue refletir tão bem quanto se quer.

 

Passando este misto de emoções, lá desencantei bem no fundo da alma a escolha que iria fazer.

 

Inicialmente e ainda mais sendo eu tão decidida como sou a escolha parecia estar mais do que feita. Parecia estar tudo bem definido, mas afinal não estava.

 

Quando se pensa e repensa a mudar que seja uma mudança positiva, eu acho que vai ser. Pelo menos é nesse pensamento positivo que me foco, pois todas as mudanças e escolhas são boas para o nosso crescimento enquanto pessoas.

 

Confesso desde já, que estou com muitas expectativas em relação a esta nova fase que ai vem. Feliz muito feliz por ter traçado este caminho longo até aqui.

 

Não tem sido fácil palas barreiras serem ainda muitas, mas não é fácil sobretudo pelas mentalidades que mais parece que pararam no tempo.

 

Se por um lado temos uma sociedade que adora “ditar “o futuro de um jovem “dito normal” porque lhes espera um futuro brilhante, por outro lado totalmente oposto e até um pouco separado “da normalidade” temos uma sociedade que por e simplesmente gosta “de cortar os voos” aos “ditos diferentes” só porque acham que não conseguem mais do que acabar o secundário. Ou por vezes nem isso.

 

A verdade é que o estigma é ainda bem maior do que parece. As ideias pré-concebidas ganham grande força quando se trata de decidir o futuro de um jovem ou de uma jovem com necessidades educativas especiais. Ganham tanta força que muitas vezes, por motivos diversos, o próprio jovem e os seus pais por exemplo não veem outro caminho que não seja o de aceitar o caminho “preconcebido” que na maioria das vezes não corresponde a nem metade das capacidades desse mesmo jovem.

 

Por estas e por outras é que nunca deixo ninguém decidir por mim. A realidade é que o preconceito é tanto que caso não estejamos imunes a ele, podemos muito bem ser vencidos pelo cansaço de tanto lutar. Lutar por algo tão simples como por exemplo, que nos deixem apenas e só mostrar as nossas verdadeiras capacidades.

 

 

Eu, sou de facto, uma miúda de muita sorte por ter uns pais atentos e que estão sempre dispostos a lutar comigo. Eles já começam a cansar-se, mas a verdade e ainda bem é que ainda não foram vencidos pelo cansaço de lutar comigo contra o feioso e toxico do preconceito.

 

A retaguarda familiar nesta fase é fundamental. O facto dos que nos AMAM, quererem para nós aquilo que de melhor há no mundo, é meio caminho andado para termos sucesso no futuro risonho que nos espera.

 

Esse futuro risonho de que falo, está cada vez mais perto para mim, só me resta agarra-lo com muita força de vontade.

 

Felizes dos que podem escolher por si, sem qualquer influência de terceiros: e quem são os terceiros?  Sem dúvida nenhuma são aqueles que gostam apenas de dar “palpites” sobre a vida dos outros só porque sim.

 

Felizes dos que após sucessivas batalhas e mesmo tendo as suas limitações, continuam a sorrir como se não houvesse amanhã.

 

Este texto é para ti que tens de agarrar o futuro (já!) com confiança e menos medo possível. Demasiadas vezes, pode parecer que o nosso esforço e a nossa luta são inglórios, mais cedo ou mais tarde vais perceber que tal como dizia Fernando Pessoa “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”

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