Eles continuam a crescer. E eu continuo a gostar de observar esse crescimento.

Tinha eu cinco anos quando soube que iria ter mais dois primos.

A minha prima Sofia (prima direta) e o meu primo Vasco (primo em segundo grau)  fazem 7 anos. de diferença de mim, quando soube da chegada deles, fiquei mesmo muito feliz.

Com a minha prima Sofia passava tarde as fazer festas na barriga da minha tia e passado nove meses, quando ela nasceu, passava tardes, agarrada ao seu carrinho e cantar-lhe canções de embalar para ela adormecer (isto era apenas uma das muitas técnicas que arranjam para eu caminhar sozinha (como estava agarrada ao carrinho e a minha prima fazia peso) não havia riso de me desequilibrar. Do Vasco tenho memória de lhe ter dado alguns colos, embora as memórias que tenho com ele desde pequena não me estejam tão presentes como as que tenho com a minha prima,  ainda assim temos  algumas memórias giras…uma vez que crescemos todos juntos…

Tenho sete anos de diferença deles os dois, daí já ter desde cedo grandes memórias deles (que daqui a bocado estão maiores que eu!)

Na verdade, o que me lembro desde cedo é o facto de “ter grande lata”!

Passo a explicar.

Os meus tios (Os pais da minha prima Sofia) são os padrinhos do Vasco e por sua vez um dos tios do Vasco, são padrinhos da minha prima Sofia.

Por isto ficou tudo, em família e entre primos. Já viram que giro? Eu achei tão, mas tão giro que também quis fazer parte ainda que “a fingir” deste grupo familiar de madrinhas e padrinhos.

Nos nossos encontros de família, via sempre os primos a falar de forma tão orgulhosa dos seus afilhados que eu dia, num dos momentos de convívio, do alto dos meus determinados 5 anos, perguntei de forma decidida: “Mas eu também não posso ser madrinha da Sofia e do Vasco?”

Toda a família achei tanta piada aquele meu pedido que disseram logo que sim! E ficou assim até hoje. Por isso, tanto a Sofia como o Vasco, têm um padrinho e duas madrinhas cada um.

Trocamos prendas e ramos todos os anos por esta altura.

Na minha opinião a fé na vida e em Deus ou no que quer que seja, é movida por amor e afetos que nada têm haver com papeladas ou até cerimónias seguidas à risca. Tem sim haver com empatias que se criam no nosso coração e que se transformam em amor. Aquele amor que nos move a nós e ao mundo.