Um ano sem ti…Avôzinho

Mais uma vez te peço para me tentares dizer que isto que estamos a viver há um ano não é verdade…

Sim, eu sei que mesmo que quisesses não podias dizer que não é verdade, porque há um ano estamos a viver uma nova realidade, estamos sem ti fisicamente.
Embora acredite profunda e convictamente que existe mais alguma coisa para além da morte…
Nãoé  fácil , aliás, desde que partiste para essa nova viagem que estás a fazer agora e que nós vamos acompanhado espiritualmente, nenhum dos dias foi igual…O sorriso da avó não é o mesmo e o nosso também não . Não parece, mas esta dor está longe de desaparecer, todos nós embora não o digamos nem o façamos transparecer sofremos muito em silêncio..
Cada vez que entro no quarto que já foi teu e me deito também no lado da cama em que tu te deitavas para aconchegar a avó Laura com os meus miminhos que são dados com todo o amor e com o pensamento posto na tua alma, fico arrepiada, mas em simultâneo fico muito feliz por recordar todos aqueles dias em que me cantavas um fado  (como mais ninguém sabe cantar ) me contavas histórias   e  adormecias em três tempos…como sabes fizeste isso até bem   pouco  tempo antes de partir…
Esta saudade, não diminui, cada vez aumenta mais…
Ainda assim, fico um bocado mais confortada nesta dor sem fim, porque sei que o amor nunca acaba, nunca pode acabar… Nem a morte acaba com ele, aliás,  torna-o ainda mais forte.
Amo-te para sempre com todas as minhas forças e energias positivas.
Ate já, até depois, até um dia…meu grande amor, meu avozinho lindo.
Ah! Obrigada por todas as bênçãos que me/nos tens enviado para o nosso caminho.