Para dar, bastam afectos…

Cá em casa já vivemos esta experiencia há cinco anos. Primeiro com a Ruslana e agora mais recentemente com a Dasha.

Penso que muito mais do que ter disponibilidade financeira para poder avançar com uma decisão altruísta como esta, é preciso ter sem reservas, uma grande disponibilidade emocional e afetiva.

Estas crianças vêm de uma realidade muito distinta e onde as privações são constantes. Na verdade, quando chegam a Portugal parecem acabadas de chegar a um paraíso que nós habitantes deste “pequeno quintal” muitas vezes não valorizamos.

Dasha e Mira

Tudo o que lhe possamos dar, ou até se as levamos a sítios que para nós parecem banais, para elas é o melhor sítio do mundo.

A Dasha e a Mira, já estão totalmente integradas na nossa família. Tanto para nós como como para os meus tios e primos, o verão já não é a mesma coisa sem elas. 

É uma felicidade imensa para toda a família a sua chegada, toda a mudança de ritmo e rotinas. Elas já estão de tal forma integradas que já aprenderam a chamar “pai e mãe” com sotaque à Porto e tudo!

A foto de Familia

Tenho uma “irmã” Dasha e uma “prima” Mira que conquistaram o meu coração desde o primeiro minuto.

Ao contrário do que tinha acontecido com a Ruslana com a Dasha e a Mira (que por coincidência são vizinhas na Ucrânia) o choque cultural não foi assim tão grande. Adoram a nossa gastronomia portuguesa e apesar de não gostarem muito nem de carne nem de peixe (não estão muito habituadas a comer isso por lá!) comem um pouco de todo, devoram gelados e já falam português pelos cotovelos!

2 comentários em “Para dar, bastam afectos…

  1. Bina Moura Responder

    Linda experiência. Parabéns pela disponibilidade e altruísmo. Deve ser uma experiência muito rica.

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