Os meus primeiros passos

Certamente, todos nós temos alguma coisa que nos marcou na infância. Um brinquedo, um cheiro, uma rotina.

Qualquer referência que nos faz por segundos regressar a uma época, na qual fomos intensa e infinitamente felizes.

É caso para dizer que, a nossa vida podia ser mesmo um filme.

Se pensarmos bem ela passa-se sempre entre dois espaços temporais. O passado o presente e ainda, o futuro.

Se bem que devemos viver o presente e recordar o passado, acho mesmo que a nossa felicidade e o rumo que damos ao nosso caminho, depende não só, do que estamos a viver no presente, mas sim do que já vivemos no passado e ainda iremos viver num futuro próximo.

O agora é algures entre o tempo passado e o tempo que definimos como sendo o presente. Não parece, mas tudo passa, com um estalar de dedos extremamente silencioso e do qual nem sequer, tivemos conhecimento.

Mal olhamos para trás, pensamos:-“O sonho que parecia distante já é aquilo que estou a viver agora!? Como é que fiz para chegar aqui!?”

Estes momentos de reflexão, tal como acontece com os textos, não acontecem todos os dias de forma regular nem tão pouco nos lembramos de todos os detalhes, de uma vez só. Funciona com os puzzles ou até a escrita: à medida que o tempo passa tudo vai ficando mais claro na nossa mente e assim somos felizes a recordar momentos bons que passamos!

Ainda assim, algumas são as vezes, em que encontramos um elo de ligação com uma memória específica ou com um tempo do qual, temos boas recordações. Seguidamente quase e de forma relâmpago a nossa mente faz uma seleção muito rápida, mas que nem por isso deixa de ser precisa, sobre todas as coisas que já vivemos e que nos ligam aquilo que estamos a visualizar no momento.

Um destes dias aconteceu-me isso.

Algures no meio dos brinquedos vulgares, estava lá um, que não deixando de ser vulgar, era o que tinha mais valor sentimental para mim. Aliás este brinquedo sempre foi, a personagem principal de todas as minhas brincadeiras e teve também o papel, digamos que determinante na minha vida, pois foi por causa dele que comecei a dar os meus primeiros passos.

Ele é um simples carrinho de bebé de brincar e eu para além de ter passado sempre umas boas horas a “adormecer” o meu boneco lá, inventando histórias enredos e cenários…isto tudo sem sair do sítio.

Acontece que houve um dia que a minha tia e a minha avó se lembraram de juntar, literalmente, o útil ao agradável. Isto é, a brincadeira e o exercício ao mesmo tempo!

Como conseguiram isso?

Bem, elas como engenhocas que são puseram logo a cabeça a pensar e logo a seguir executaram o projeto.

Fizeram uns sacos em areia que colocavam dentro do carrinho dos meus “bebés” e eu para além de poder brincar “às mamãs” podia também dar uns passitos sozinha porque os sacos de areia faziam peso e assim, não correria tanto risco de cair para trás desamparada. E foi desta forma que aprendi a dar os meus primeiros passos.

É curioso ver a forma como algumas coisas e objetos, por mais anos que passem, continuam ligadas a nós

Para além disso esta é a prova que, por vezes, basta um pouco de imaginação e pronto, fica tudo resolvido e é meio cominho andado para o sucesso. Não concordam?

3 comentários em “Os meus primeiros passos

  1. Detty

    Claro que sim!!! a imaginação é muito importante mas ela é apenas a ferramenta que o amor impulsiona <3

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