Eu escolhi e escolho ser feliz.

Ser feliz é um modo de vida ou uma escolha constante? Estou convencida de que ser feliz e construir essa felicidade, passa essencialmente pela capacidade que temos de fazer escolhas as escolhas certas ao longo do nosso caminho. Penso que algumas das nossas opções, não todas, fazemo-las por uma espécie de intuição e também por influência das nossas vivências e do meio em que estamos envolvidos. Acontece que nem sempre é assim, porque por muita influência positiva ou negativa que tenhamos para agir desta ou daquela forma, a vontade tem sempre de partir inevitavelmente, de nós próprios, umas conversinhas que temos que ter, de vez em quando, com o nosso eu.
Enquanto somos pequenos, temos sempre alguém que faz as nossas escolhas e nós com mais ou menos contestação, lá as vamos acatando porque a maturidade ainda não está presente em nós, e como tal não temos de forma alguma, o poder de decisão. O certo é que, chega a uma determinada fase da vida em que temos de ser nós a escolher, acima de tudo ter a humildade para perceber que na vida nada é linear e que de vez em quando, algumas das escolhas que fazemos não são de todo as melhores. A ação que vai acontecendo na nossa vida, é a combinação mais ou menos equilibrada entre a tentativa e o erro. De seguida, depois de muito persistir, o argumento que entra em cena na nossa existência, passa a ser a combinação entre a tentativa e a força de vontade para continuar. Por fim, depois de tantas tentativas e a tal força de vontade, mas sem obsessão, lá chegámos ao sucesso. É dai que na minha opinião, nasce a sorte e a capacidade para entrar numa janela de felicidade que também só se abre depois de muita resiliência e a tal determinação. Fixe é perceber que a janela abriu quase sem darmos conta. Assim sendo acho que ninguém se deve achar dono da sua felicidade porque ela pode não ser constante e nem todos têm a capacidade de a escolher em permanência, ou seja, ficam à espera que escolham por eles, o que também não é bom. Há dois tipos de espectadores da nossa felicidade. Uns ficam contentes por nos verem neste estado de leveza e plenitude em relação à vida, para além disso, mostram admiração e carinho por nós. Mimam-nos constantemente, aliás, por vezes, até só falta darem-nos uma poltrona e uma coroa de princesa. Em contra partida, existem outro tipo de pessoas a quem a nossa felicidade lhes faz um bocadinho de “comichão”. Sinceramente ainda não consegui entender porque é que essas tais pessoas têm tal atitude perante a nossa felicidade, mas tenho para mim que essas pessoas como não estão para fazer absolutamente nada por elas próprias, não concebem a ideia de que outros, os mais felizes, ao invés delas, possam ter os seus próprios sonhos e objectivos, logo acham-se no direito de criticar tudo e todos. Enfim! Eu tenho a felicidade e o caracter sereno de boa perdedora mas ao mesmo tempo de boa guerreira para ir à luta e por fim dizer, que escolhi ser feliz