E a música?

 

É verdade! Não consigo estar longe dela nem um segundo. É a escrever, é (ás vezes) a estudar, é nos momentos felizes é nos momentos maus é nos momentos bons e se for preciso é o melhor analgésico que há no mundo, para atenuar a dor (quer física quer psicológica)

Eu digo-vos!  Para mim é impossível viver sem a música.

E tenho várias que são mesmo a minha salvação nos momentos de maior aflição. Passo do choro compulsivo ao riso sem fim. Chamem-me tola ou o que quiserem, mas a verdade é que resulta mesmo a minha musico terapia.

Embora a música tenha sempre uma melodia associada, acho tem algumas semelhanças com a escrita.

Tal como a escrita, a música conta-nos bocados de história, pedaços de vida e o melhor de tudo é nos desperta emoções únicas.

Para além disso, depois também há outro aspeto que associamos às músicas que mais gostamos…A forma como a voz que a canta nos toca a alma, os pontos comuns que encontramos entre a nossa alma e essência da música.

Sei lá, há tanta coisa bonita associada à música.

Aliás eu que o diga. Por exemplo a minha amizade com a Rita Redshoes é uma melodia bonita tal como a musicas que ela interpreta e compõe.

o certo é que eu nunca me identifiquei lá muito com os gostos musicais da minha idade, sei lá eu porquê, então, quando conheci a Rita, senti  de forma imediata uma grande empatia com ela(que mais tarde percebi que foi mútua) e uma vez que a miúda tinha sido tão querida comigo e eu tinha  adorado o concerto que ela  tinha acabado de dar, decidi ir ver mais do seu  trabalho e gostei tanto que continuamos a seguir a conquistas e aventuras uma da outra.

Embora tenha outros artistas que admiro muito (como por exemplo a Marisa Monte, os il Divo, o João Pedro pais a querida Ana Bacalhau e outros tantos que ainda não conheço, contudo, gostava de conhecer) a música da Rita foi a escolhida para me acompanhar à sala de pensos do  hospital de Santo António para tirar os agrafos (os mais de 100 que tinha nas minhas queridas #costinhasmailindas) e continua a ser a escolhida para me acompanhar nas minhas (agora) dolorosas sessões de fisioterapia.

Confesso! Sou muito de ouvir as mesmas músicas, ainda assim, também vou variando (sempre que me apetece) e vou ouvido todos estes artistas que vos disse.

E  acho que sempre fui daquelas adolescentes  que acredita que se queremos muito uma coisa temos literalmente de correr até ela. Dizem vocês? O que é que isso tem haver com música?

Ora aí está! Levei isso tão a sério que quando fiz a minha segunda comunhão pedi de prenda ir ver os Il Divo ao Meo Arena…Isso implicou deixar os convidados todos na minha própria festa e ir a correr para Lisboa com a minha Mãe e com os meus tios para concretizar o meu desejo de ir ver os “rapazinhos giros” Sim, não estão a ler mal, aconteceu tudo no mesmo dia.

Uns anos depois, desta aventura de ir ver os Il Divo a Lisboa, tive outra aventura com a Musical!  Só para verem como sou mesmo sortuda e sonhadora… há uma música do Rui Massena (que está incluída no seu último álbum) para a Borboleta que por sinal, sou eu. Como é óbvio a partir do momento em que dei conta que fui a inspiração do Rui para compor esta música passei a admirar ainda mais  a sua alma e  o seu trabalho.

Já, na Ana Bacalhau, sempre gostei da sua voz determinada que dão vida ás canções dos Deolinda, que me foram mostradas a primeira vez, pelo meu irmão Quico.

No João Pedro Pais a sua simplicidade simpatia e imenso talento, das vezes que estivemos juntos conversamos e dá mesmo para perceber que o João é um excelente músico e uma pessoa com  uma alma gigante .

Mas calma! Muita calma! Que o meu privilegio de conhecer músicos talentosos não ficou por aqui!

Então não é que, o ano passado conheci uma miúda cujo a sua voz me apaixonou desde primeiro segundo quando iniciou o seu percurso no The voice Portugal? A linda, talentosa e poderosa Deolinda Kinzimba! Isto realmente já tinha sido uma oportunidade única! Qual é o meu espanto quando descubro, este ano, que a Rita (Redshoes) e o seu irmão, o Senhor Vulcão (que ainda há umas semanas me enviou os seus discos pelo correio, está visto que sou mesmo mimada e sortuda) convidaram a querida Deolinda para interpretar a música que tinham composto para o festival na canção. Fiquei mesmo tão feliz…E torci para que fossem até Kiev, isso não aconteceu, mas fiquei contente por terem participado e pela Deolinda ter brilhado como brilhou!

Resumindo e concluindo com este carinho tudo por parte destes músicos que tanto admiro, como é que possível viver sem música? Não dá mesmo. Impossível. Ela é mesmo a minha companhia preferida para a vida e para escrita, aliás, arrisco-me a dizer que ela também tem sido a impulsionadora de algumas amizades bonitas que tenho vindo a construir.

Sim e para quem não sabe já fiz duas amizades bem especiais nos bastidores dos concertos, primeiro por causa da Rita conheci a minha linda Ana Castro e uns tempos mais tarde num dos concertos do Rui conheci a minha querida Detty.

Por isto tudo e muito mais, só tenho a agradecer à musica que em todos os momentos me acompanha e também porque me tem aproximado de pessoas muito especiais. <3

2 comentários em “E a música?

  1. isabel

    A música é uma companhia que nos anima e ainda bem que gostas e te sentes bem quando estás menos bem. (y)

  2. Detty

    Querida Rita,
    O que hei-de de te dizer sobre a magia da música ?
    Que deixei de procurar defini-la, basta-me senti-la !
    Citaste tantas características importantes…viver sem ela seria tão difícil.
    A vida ganha outro brilho 🙂
    Grata pela tua amizade maravilhosa que tal como a música…tu tornas tudo mais bonito <3

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