“Caso clínico” da alma

Ao longo destes anos todos, já andei por muitos médicos e especialistas que vão acompanhado “o meu caso clinico” e partir dai vão dando a melhor solução para a minha patologia.

Ao longo desse caminho sinuoso e por vezes muito solitário sempre precisei de um certo equilibro. Alguma inteligência emocional, muita força de vontade, e sempre que me sinto a “bater no fundo” peço ajuda entre choros e conversas existenciais.

Na minha opinião, o “caso clínico” da nossa alma também deve ser partilhado sem receios nem restrições, aliás, os psicólogos sempre fizeram parte da minha vida.

Simplesmente porque fico muito mais leve se partilhar as minhas preocupações, com os outros. Gosto de as verbalizar para que não se tornem um turbilhão de emoções difíceis de gerir.

Para mim é, uma questão mais que normal. Não tenho vergonha, de dizer, que quando “me apetece” vou ao psicólogo. Porém este é um assunto tabu que a sociedade raramente vê com bons olhos! 

Rita Bulhosa

Parece até estranho estarmos a contar a nossa vida toda, a um desconhecido. Porém, digo por experiência própria é a sensação mais libertadora de sempre. Percebemos que somos mais fortes que os nossos próprios medos!

Hoje, raramente nos é permitido nas redes sociais e até na vida real, falar abertamente das nossas emoções…aliás, preferimos enganarmo-nos uns aos outros e fugir da nossa própria realidade.

Na minha perspetiva, ser resiliente, não é fugir aos problemas, mas sim encara-los de forma adulta e sem medo.

Podemos ter os nossos dias maus, sem precisar de fingir que eles não fazem parte da nossa vida.  Podemos chorar, espernear, berrar, gritar e até mandar o mundo à m*** se nos apetecer, porque temos direito a isso e ponto final.

O que não podemos fazer, em circunstância alguma, é deixar de viver a vida, contemplando a sua beleza.

A psicologia, não é “para malucos” é sim, para pessoas que embora não desistam de seguir o caminho da felicidade, têm os seus momentos de introspecção e fortalecimento da alma.

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