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Quero que saibas…

Porque não consigo enfrentar-te?

De que forma é que posso ganhar coragem para te olhar de frente?

Até que ponto és totalmente invencível para mim?

Será que vou ganhar todos “braços de ferro” contigo?

Serei eu capaz disso?

Agora neste preciso momento não hesito ao dizer: SIM, SOU CAPAZ!

Posso não ganhar todos os nossos “Braços de ferro”, mas pelo menos já ganharei alguns! O que – pensando bem – já não é nada mau, tendo em conta que há dias em que fico a matutar, arrasta-se na minha cabeça que nem um desses braços de ferro eu vou ganhar….

Mas olha que nem sempre é assim….Há dias em que estou mais pessimista, outros mais otimista, como qualquer pessoa!

Por mais estranho que pareça, mesmo nos dias em que estou mais otimista, aqueles em que vejo o arco-íris, sabes…aquele? O meu arco-íris, o mais colorido! Não passa um dia em que eu não seja confrontada contigo! Nem que seja nos pequenos atos e pormenores do dia-a-dia. Deparo-me contigo a toda a hora mas tenho vontade e consigo superar-te.

De uma coisa eu tenho a certeza, se eu te conseguisse tirar do pensamento, ou seja, enfrentar-te sempre, era tudo tão mais fácil! Sabes?

Já podia ter ido tão longe que nem tu nem ninguém imaginam! Só mesmo eu consigo perceber!. Também sei que não é só a mim que dificultas a vida. Tu assustas muita gente.

Sem ti a rondares-me o pensamento…eu teria a possibilidade de exprimir a minha opinião (claro, eu sei, sempre com peso e medida) sem ter receio do que as pessoas possam pensar…! Podia sorrir daqui até a lua e da lua até aqui outra vez…

Voar (nem que seja só em pensamento) como uma borboleta! Eu gosto de borboletas pela beleza e fragilidade.

Eu quero colorir o meu arco-íris. Seguir o meu girassol! de maneira serena e sem preocupações.

Basicamente, quando me apareces à frente, eu não tenho vontade de fazer nada, precisamente por achar que és complexo de mais para seres vencido! Mas eu gosto de dizer: Eu consigo. Mesmo quando parto do principio que, eu, esta miúda “supostamente” determinada, que está mesmo aqui diante de ti, não te consegue vencer! Luto pela vontade. Digo-te…quando me apareces á frente, eu fico estranha!  Às vezes sem capacidade de reação, para poder ir à luta! É como se o mundo desabasse a meus pés!

Tas a ver? Consegues imaginar?

Eu consigo combater-te com a escrita, escapo-me e digo-te corre atrás de mim que não me apanhas…é como se estives agora aqui, sinto-te (a única diferença é que hoje estou num estado de espírito em que nada nem ninguém me incomoda, nem mesmo tu de uma forma muito forte….tão forte que só me apetece gritar, não para desistir mas para dizer não me derrotas !

Agora em desabafo, como já te fiz sentir, estou numa paz de alma enorme…e só me apetece destruir-te, ou ignorar-te, sempre até saíres de vez da minha vida!

Tu como se costuma dizer és uma verdadeira (e ainda por cima, das grandes) pedra no meu sapato!

Sim, sim, tu para mim és aquilo que acabas-te de ouvir! Um pedregulho no sapato.

A partir de hoje podes ter a certeza que vou enfrentar a sério!

E tu por favor ó “senhor medo”…. Deixa-me concretizar os sonhos sem ti, ou seja sem medo de seguir na minha luta constante!

Já agora, um dos sonhos que gostava de concretizar sem ti  entre muitos outros, gostava imenso que me deixasses andar de canadianas sozinhas, sem ti, por perto, sem medo. Será que me concedes esse pedido!?

Estamos conversados ó senhor medo!? Por favor, se é que és bem-mandado e vais obedecer-me, deixa de me assombrar a vida em alguns momentos…. A minha e a da maior parte das pessoas deste “pequeno – grande mundo, sim, porque o mundo é mesmo pequeno como se costuma dizer! Não te esqueças que o único intruso aqui és tu,

Estás a ouvir medo? Apanhas as pessoas quando elas menos esperam amarras o pensamento mas só vences alguns.

Pela última vez: estamos entendidos senhor medo!? Deves achar que és o dono maioritário da minha e nossa alma, da minha e nossa vida e do meu e nosso coração mas não é assim, porque, como já te disse várias vezes em silêncio, quem manda aqui sou eu!

Existes mas não me assustas e não te surpreendas se um destes dias te cruzares comigo e eu sem medo, sigo de canadianas, sem olhar para ti, nem confiança te dou.