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Partilha de experiências
Este texto é mais uma prova para mim de que, a minha decisão de começar a escrever e partilhar os meus textos com o mundo, foi a melhor de todas as atitudes que tomei até hoje.
Não acho que seja, a adolescente que melhor escreve, aliás longe disso, tenho apenas cada vez mais vontade de aperfeiçoar a técnica de escrita para que assim a minha evolução seja notória e gradual. Para além disso, quero continuar a chegar a cada vez mais pessoas.

Na escrita, entre muitas outras coisas, sempre trouxe á discussão o tema da igualdade e da inclusão de todos. Faço-o simplesmente, provando que pelo  facto de se ser portadora de paralisia cerebral (ou de outra diferença qualquer) não tem de ser vivido como um drama –  se pensarmos bem é  apenas uma forma diferente de viver a vida.

 Nunca pensei, que por partilhar de forma tão sincera e descomplicada o meu mundo, pudesse ser considerada um exemplo para os outros.
A verdade é que algumas pessoas vêem-me como tal. Continuo a achar, que são todos, uns exagerados, mas pronto.
O importante é que, mesmo sem saber, posso estar a ajudar alguém através da minha escrita.
O Francisco é um exemplo que retrata bem a proporção que esta minha aventura foi tomando.

Conheço-o desde pequenino, os pais são amigos de família, quando souberam que o Francisco era também portador de paralisia cerebral, penso que, viram em mim e na minha família um bom exemplo de superação que de alguma forma deveriam seguir.
O certo é que tal como eu, o Francisco, sempre teve muita força de vontade para superar todos os obstáculos que a vida vai colocando diante dele e acima de tudo é feliz! Ser feliz é, sem dúvida, a mais complexa de todas as missões que vamos tendo que cumprir na vida… só as pessoas determinadas como nós conseguem cumprir de forma continua esta missão que irradia grandes sorrisos.
 Já não estava com ele há quatro anos, está crescido, já a caminho dos dez anos e é  um miúdo todo giro

Desde que chegou a Espinho estava sempre a dizer à mãe que queria estar comigo, estivemos um bocadinho a conversar e a mãe estava sempre a dizer:- O Francisco segue os teus textos! E Adora, diz muitas vezes, que também queria saber escrever assim como tu”.

Eu lá lhe estive a explicar que com a idade dele ( nove anos) também não sabia escrever muito bem e também não tinha muito interesse pela escrita ( é verdade não tinha mesmo interesse , nunca pensei que passa-se a ser a minha melhor amiga) .

Depois desta conversa toda, tiramos uma foto para registar o momento. Fiquei mesmo contente de ver o Francisco assim tão crescido e feliz, e alegra-me muito saber que sou uma boa influência para ele. De resto, a foto fala por si.