A saudade em sintonia com as memórias

Agosto 28, 2017 Rita

 

Não isto não é ser demasiado presa ao passado.  É apenas uma constatação de momento que me dá sempre boa energia para viver o futuro já diz o ditado, que recordar é viver. Não podemos é viver sempre a recordar. Recordar é só mesmo para de vez em quando para quando estamos a refletir não por tristeza mas sim porque sentimos necessidade disso para ficarmos bem mais serenos.

Há uns dias quando me cruzei com uma foto, bateu uma saudade bem forte.

Quando era pequena, nas férias de verão o meu avô organizava sempre um piquenique com a família toda e muitos amigos.

Eu, adorava o dia do piquenique era mesmo tudo espetacular. Desde a companhia à comida que sabia ainda melhor e a diversão que era mais que mais do que muita.

Por vezes, quando a saudade me bate à porta da alma, gosto de recuar no tempo nem que seja por um segundo, só mesmo para ver se a saudade pode voltar para a gaveta onde está que de vez em quando se abre sem darmos conta…

A mesma coisa acontece com a gaveta das memórias que fica mesmo ao lado da outra gaveta: a da saudade. Ambas se abrem sem aviso prévio, mas de certa forma em sintonia. Porque enquanto houver saudades há memórias para as atenuar. E enquanto houver memória não há esquecimento, mas sim e para sempre muitas saudades.

Acho que a saudade pode ser vista como uma coisa boa. Não é fácil de gerir, mas temos sempre a garantia que se as memórias de outros tempos continuarem a existir, as pessoas ou as coisas de que sentimos a saudade continuaram em nós e de certa forma connosco….

Acredito mesmo nisto, por essa razão é que apesar da saudade continuo a sorrir mais que nunca. E não, não estou a dizer isto só para parecer a miúda que melhor controla os sentimentos, porque não sou tão controladora de mim mesma, a esse ponto, e ainda bem, porque se calhar se fosse, não seria tão sincera comigo e com os com outros. Não há vidas perfeitas nem sentimentos que não causem dor ou até alegria ao serem mostrados. Todos reagimos de forma diferente ás situações não temos que sentir que somos mais ou menos por isso.

Somos apenas nos mesmos e devem sentir-nos felizes por isso.

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