No meu mundo

Março 21, 2016 Rita

10256764_369618903238427_8728594319391855204_oComo posso falar de mim, sem falar da escrita?

Pensando bem, isso já aconteceu,mas ainda não tinha arranjado uma maneira de me expressar verdadeiramente! Ficava com as coisas guardadas no “baú na minha alma”!

Até que chegou a um ponto…que isso de guardar as coisas só para mim já não fazia sentido nenhum!

Não que me sentisse mal comigo própria, aliás, isso nunca chegou sequer a acontecer…talvez porque sempre tive uma vontade inabalável de viver a vida, ou seja, nunca fiquei rendida, sempre quis ir mais além! Os meus pais e a minha família mais próxima desde cedo me ensinaram a palavra determinação e eu, desde que me conheço, conheço também essa tal determinação! Ando sempre de mão dada com ela e não a largo nem por nada!

De facto, a determinação e todos aqueles sentimentos bonitos que sempre tentei (e consegui)  que florescessem na minha alma, nunca “deixaram” que me apercebesse desta falta de “expressão” dos sentimentos que, quase sem notar, comecei a ter! Em contrapartida, sempre tive uma qualidade que me permitiu (permite a toda a gente) espreitar a minha alma a fundo!

Essa qualidade é daquelas que acho que nunca deveríamos perder, o sorriso! Através do meu sorriso começaram a “picar-me” para que começasse a escrever!

Ando sempre de sorriso na cara! Seja de que maneira for, custe o que custar, ele está sempre presente em mim! E mais uma vez, de certa forma, foi a resposta que eu (mais precisamente quando entrei na fase da adolescência…) tanto procurava!

Sentia que era mesmo quase egoísmo da minha parte não conseguir partilhar com o mundo todos os meus pensamentos e opiniões! Poderia sim haver pessoas que, tal como eu, desde sempre estiveram bem resolvidas com elas próprias e com a vida mas, pelo contrário, poderiam também existir pessoas que ainda não se tivessem encontrado com o seu eu…

Não sei bem porquê mas qualquer coisa me dizia que ao partilhar a minha alma com o mundo estava a fazer duas coisas em simultâneo, reconfortava a minha alma e superava-me cada vez mais e, de certa forma, causava esse efeito reconfortante nos outros!

E assim foi.

Atirei-me sem medos para a escrita e ela tratou de tudo o resto! Mudou a minha vida! Tornou-se a minha confidente, a minha melhor amiga e a bailarina que desde sempre quis ser.

Com o passar do tempo o desafio foi sendo cada vez mais exigente e ao mesmo tempo cada vez me fez voar mais alto!

E surgiu o livro! Nunca pensei com 15 anos (agora com 16 ) escrever um livro!

Sem dúvida que foi um sonho tornado realidade!

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Foi uma chamada de atenção à sociedade, para que olhe para os diferentes e para a diferença de uma forma igual. Na verdade, todos nós temos as nossas diferenças, o que existe é uma pequena diferença perante as diferenças: algumas diferenças embora estejam lá não se notam, logo são aceites pelos “padrões de normalidade” da sociedade.

As outras diferenças, como se notam, já não são aceites pelo “padrão de normalidade” da sociedade… Acredito que cabe a cada um de nós fazer de tudo para mudar isso, mostrar aos outros do que somos capazes e acima de tudo que estamos de olho nele pelas atitudes menos corretas que ele toma..e que não vamos descansar enquanto ele não mudar de atitude, ao pelo menos (isto é se ele não mudar mesmo de ideias) não vamos fazer com que a sua atitude (menos boa) não mude de maneira nenhuma a nossa atitude!

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Espero continuar a sorrir para vida e a ser feliz. A voar cada vez mais alto através do mundo que me rodeia e da minha melhor amiga: a escrita.

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