​Desde há seis meses para cá…tenho entrado em pânico principalmente quando chega à hora de o meu fisioterapeuta arranjar soluções para me tirar as dores que as malditas contraturas me têm vido a provocar, com muito mais frequência desde a minha cirurgia à coluna mais linda <3.

Uma dessas soluções passam por fazer acupuntura…nunca me custou fazer acupuntura, até porque aquelas agulhas são da mesma largura de um fio de cabelo e eu nunca tive problemas em fazer…era mesmo na boa.

Mas agora! Agora? Nem as posso ver à minha frente!

Dizem que as memorias e acontecimentos menos bons vão desaparecendo da nossa memória…no entanto, na minha memória ainda está muito presente todas aquelas malandrices que me faziam no hospital para me tirarem as dores. Escusado será dizer que essas malandrices metiam sempre pelo meio uns cateteres e afins…tudo coisas muito bonitas, indolores e muito fáceis de esquecer. Não acham?

Em vez do esquecimento dessas coisas menos boas, o meu cérebro aciona um botão de emergência que diz: – Perigo de choros compulsivos e altos berros”

Aliás, eu acho que se vocês assistissem uma sessão minha de fisioterapia onde isto acontecesse, com toda a certeza nunca mais leriam este blog.

De forma inconsciente, tenho cada vez mais medo de sofrer. Tenho medo de não ter mais capacidades para continuar de forma resiliente. Mas continuo sempre…sem revoltas (mas com um bocado de mau feitio como devem imaginar!)

Todos nós temos sempre alguns receios de não conseguir fazer o que quer que seja…achamos sempre que estamos no limite que consequente nos limita mais que nunca.

Não sei. Acho que o cansaço emocional (sem ressentimentos nem revoltas) às vezes é de tal forma que só me apetece gritar aos quatro ventos.

É fácil? Não! Linear? Não, nem nada que se pareça! Causa dor? Alguma! A alma não tende a pensar negativo? Tende sim senhora! E pensar positivo? Pensa em quase todas as horas, naquelas horas em que faço o exercício de visualizar aquilo que já vivenciei e peso numa balança aquilo que já perdi…e o mais importante, aquilo que ganhei.

Apesar de tudo, se me perguntassem se queria voltar atrás e ficar sem memória dos acontecimentos menos bons pelos quais já passei, eu diria que queria ficar exatamente no mesmo ponto em que estou. Penso que todos os acontecimentos pelos quais já passamos. Fazem sem dúvida nenhuma, parte da nossa essência e da nossa evolução em quanto seres humanos…

Depois cabe-nos a cada um de nós escolher, se queremos que essa evolução seja positiva ou negativa.

Eu escolho a evolução positiva. Assim tenho sempre saldo positivo que me dá energia nos momentos maus.

Agora, não garanto que não continue a ter vontade de gritar mal alguma agulha chegue perto de mim. Verdade seja dita. Todos temos fobias. Eu como vou ter de conviver com as agulhas custe o que custar. Tenho de ter coragem para que o medo fique camuflado.

coragem essa que vem ainda com mais energia quando percebo que todo o esforço tem sido recompensado! Ou seja, tenho a coluna mais linda de todas as outras espalhadas pelo mundo <3