A nossa própria luz

Abril 27, 2017 Rita

(..)Acredito que todos os seres humanos ouvem deus por si próprios, mas na sua linguagem única, muitas vezes tão normal para cada um de nós que fazemos pouco caso disso (…) (William P. Yong)

O tempo certo para refletir. Deveria ser todos os dias.

Nós, por vezes, esquecemo-nos de parar e refletir para perceber verdadeiramente aquilo que queremos e também, aquilo em que verdadeiramente acreditamos.

Na minha opinião acho que as nossas crenças, assentadas ou não na religião, são muito próprias em cada um de nós.

Ainda assim, acho que a sociedade está tão padronizada e tão “em cadeia” que nós nem conseguimos ver e ouvir bem aquilo que a nossa própria existência nos quer e tenta dizer contante e insistentemente.

Todos somos diferentes. Todos sentimos de uma forma diferente. Cada um tem o seu sorriso. A sua gargalhada. Essencialmente, cada um de nós acredita mais intensamente, ou menos intensamente em cada caminhada. E em cada conquista. Tudo depende da garra e da perspetiva com que vemos a vida. Tudo depende se a queremos viver de forma passiva ou ativa

Mesmo assim, acho que cada um de nós, vai sabendo qual o caminho o seguir, porque a nossa  própria intuição e nossa própria linguagem única, nos “diz” das mais variadas formas o que devemos fazer a seguir. A única diferença, entre uns e outros é que os que realmente gostam da vida e a encaram com uma dadiva, questionam-se somente do seu propósito e da sua missão da vida para a desempenharem da melhor forma…e os que não só não levam a vida como “deve ser” aproveitando-a da melhor forma, como ainda por cima, se preocupam DEMASIADO com a  vida dos outros…nunca percebi muito bem este tipo de pessoas, devem achar que todos têm  a mesma atitude que elas….Aquela atitude egoísta, que  faz com que  não se consigam  pôr no lugar dos outros…

Não entendo, como é que é possível algumas pessoas terem tanta falta de noção e pior ainda, tanta falta de sensibilidade. Mas a verdade é que cada vez mais, nos dias que correm, verifico essa mesma falta de todo. Sejam valores ou até simples, mas complexos sentimentos que na minha perspetiva são tão bons de sentir.

Gostava de saber o que é que estas cabeças pensantes (demais) pensam e em é que assentam  o seu mundo! Será que  este tipo de pessoas, que só conseguem observar o seu umbigo e  fazem algum tipo de reflexão sobre elas próprias e só depois dos outros? Pois não sei.

Eu, gosto de refletir sobre a minhas escolhas e só depois   se as escolhas dos outros, interferirem nas minhas  ou caso me peçam opinião, penso nas escolhas deles…

O melhor mesmo é refletir sempre que nos seja possível e mais importante que tudo é saber valorizar os outros entendendo as suas tão variadas visões da vida.

Essencialmente, devemos treinar o nosso eu para não termos receio de seguir a nossa intuição. A nossa própria voz. A nossa luz que se for genuína e tiver vontade pode vir a ser a mais brilhante do mundo. E pode vir também a ser, a luz que ajudará outros tantos a encontrem a sua própria luz, a sua própria singularidade inserida na sociedade em que vivemos.

 

5 Comments

  • Como seria tão bom e tudo mais fácil se todos fossem tão amados como tu Rita.
    Porque só sabermos o que é o AMOR pautavamos a nossa vida amando e respeitando os outros.
    Obrigada e um beijo

  • É bom escrever, dizer coisas, sentir, aprender … e cada um interage como sabe, que não estamos no mesmo nível do nosso amado outro, estamos no nosso, e não sabemos mais que ninguém, se cá estamos, estamos em aprendizagem, cada um sábio à sua maneira … Obrigado pela tua coragem simpatia de expores os teus desabafos e opiniões. Continua …

  • Ao ler o teu texto, pensei que talvez as pessoas não queiram mesmo refletir…………….ou façam por se esquecer de refletir ! Refletir “dá muito trabalho” e além do mais demonstra que há muito mais vida para além do “umbigo2 de cada um/a!
    Creio que vai haver um tempo em que temos de valorar o pensamento, a aprendizagem, cada um dos seres que vivem à nossa volta, valorar a tolerância , a humildade, a gratidão e não ter medo de abraçar cada dia como um desafio e um hino à vida.
    Fiz nestes dias os CAMINHOS DE SANTIAGO – a etapa Santiago de Compostela – Finisterra e durante o duro percurso , mais uma vez senti que a liberdade se conquista soltando o pensamento ao ritmo de cada passo , apreciando o que a natureza nos oferece gratuitamente e que para ser feliz é preciso muito pouco 🙂
    Ritinha, vamos aceitar o teu desafio ….”valorizar os outros”, sem que isso seja motivo para nos esquecermos de NÓS !
    Abracinho terno da “avó “Teresa

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