15785718_668594829966741_2062048076_o

Olá!

Olha, sabias uma coisa?

Tu dizes que pensas em mim. e eu digo-te: o meu pensamento tem estado em ti!

Por estes tempos difíceis, a minha alma anda bastante inquieta, e sei que a tua alma também anda assim.

Por isso te escrevo, para que percebas que almas inquietas há muitas, e falhanços então nem se fala, alias digo-te que eles fazem parte da vida.

Já me tinha apercebido por diversas vezes, que és especial! Sensível (ao mundo e aos outros), de sorriso fácil e com um dom também muito especial: caminhas de mãos dadas com as pessoas de que gostas, sem nunca vacilar.

Sim, não precisas de dizer, eu tenho a noção de que a frase que mais te tem assombrado o pensamento nestes últimos tempos bastante conturbados da tua vida é uma pergunta muito simples: “mas porque é que isto me está a acontecer a mim?”

Muito honestamente, queria com todas a minhas forças, responder-te a essa pergunta e dar-te o pó de “perlin-pim-pim” certo, para não teres de passar por isto nem mais um segundo que seja. Acontece que não posso, não tenho essa poção mágica.

Ainda assim, tenho várias certezas sobre ti e sobre aquilo que se está a passar contigo..

Tu és mais forte do que aquilo que imaginas.

Agora que percebeste que não acontece só aos outros, no futuro quando tudo isto passar, nuca mais serás a mesma pessoa, serás ainda mais especial do que aquilo que já és e o teu entendimento do mundo e dos outros vai ser bem diferente, vais conseguir ainda com mais facilidade, colocar-te no lugar do outro e isso vai fazer com que ambas as partes sejam mais felizes e se libertem mais, acredita.

Sei bem que a frase que mais ouves dos outros é “agora é preciso muita força” pergunto eu, quem são eles para estar a repetir isso, vezes sem conta? Sai-lhes da boca para fora sem muito pensar. Aliás tu mais que ninguém, sabes isso…mas a verdade é que não é fácil calar o sofrimento e superar o medo, eu sabia disso melhor que qualquer outra pessoa, agora sabemos as duas. Já viste? E como toda a certeza, no fim de contas nem vamos dar conta que calámos o sofrimento em três tempos e o medo foi finalmente expulso do nosso sapato.

Lembraste naquele dia em estavas de mão dada comigo e me ias ajudar a descer um degrau? Pois eu tinha mesmo a certeza que não ia cair, mas o medo fez com que eu ficasse sem ação. Agora sim é que descobriste o mistério escondido por detrás daquele degrau e das minhas pernas não foi? Chiu! Não o digas a ninguém só tu é que podes sabê-lo!

Admiro-te! E peço-te, não penses desistir, já faltou mais! Daqui a pouco o sofrimento não discute mais nada contigo e o medo voa para bem longe de ti! Acredita.

Um beijinho grande da tua amiga e admiradora.

Rita Bulhosa